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25 março 2015

Olá meninas, tudo bem?

Hoje vim trazer pra vocês um textinho diferente dos que estava trazendo essas semanas. É fruto de um daqueles momentos devocionais que Deus faz você chorar como uma criancinha no colo do Papai.

Estava lendo Gênesis ontem, e me deparei com um versículo que na maioria das vezes "passamos batido" e nem reparamos.

E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali.

 Entendeu também?! Cara, Deus chamou o Pai de Abraão para ir para a terra prometida, antes de ter chamado Abrão \o/

E sabe da melhor? Ele foi! Sim, ele saiu da terra dele (Ur dos Caldeus), foi para longe da parentela dele, indo em direção à Canaã (a Terra Prometida). Logo, houve um chamado. Ele foi o Escolhido para ser o maior patriarca de Israel.

Imagina a cena: Você ouviu o chamado de Deus. Você pegou sua esposa e filhos e saiu para uma terra distante que mana leite e mel. Mas, a estrada é longa. A terra é distante. E você começa a duvidar se realmente ouviu tudo aquilo, ou se foi coisa da sua cabeça. Eu realmente serei Pai de uma Grande Nação? Essa promessa é pra mim? Vai se cumprir? 

Você resolve dar uma parada, pra pensar um pouco, colocar as ideias em ordem. Aí você para em Harã. Lá, você começa a fazer raízes, e começa a se perguntar "Porque tenho que sair daqui? Aqui tá bom. Chega de caminhar." E então você para.

Depois de um tempo, você "lutando contra Deus", diz um Não definitivo. Não vou e pronto, se o Senhor quiser, pode chamar outro, mas eu estou muito bem aqui em Harã. 

Pouco tempo depois seu filho chega em você com a seguinte conversa:

-Pai, Deus falou comigo. Disse que eu devo ir para uma terra chamada Canaã. A terra prometida. A terra que mana leite e mel. 

Talvez Terá nunca tivesse contado a seu filho que a grande razão de sua peregrinação havia sido essa também. Ou talvez ele tivesse contado. Mas Abraão decidiu que valia a pena caminhar mais alguns passos.

Talvez você esteja como eu estive a pouco tempo atrás. Cansada. Cansada de lutar. Cansada de tentar fazer tudo certo e tudo dar errado. Cansada de querer acertar, mas sempre errar. Querendo desistir. Jogar tudo pro alto. Deus tem promessas pra mim? Mas quem me garante que ele vai cumpri-las?

E se a gente fizer como Terá? Desistir quando estamos pertinho de alcançar? Jogar fora as promessas de Deus por medo, por cansaço? Vale a pena?

Isso me faz lembrar de uma história que li no livro "Derrubando Golias" do Max Lucado. Olha só o que ele diz:

Não cometa o erro de Florence Chadwick. Em 1952, ela tentou nadar nas águas geladas do oceano entre a ilha Catalina e a costa da Califórnia. Ela nadou com um tempo nublado e o mar agitado por 15 horas. Seus músculos começaram a ter cãibras e sua determinação diminuiu.
Ela pediu para ser tirada da água, mas sua mãe, que estava em um barco ao lado, insistiu para que ela não desistisse. Ela continuou tentando, mas ficou exausta e parou de nadar. O grupo de apoio tirou-a da água e colocou-a no barco.
Eles remaram mais alguns minutos, a neblina desapareceu e ela descobriu que a costa estava a menos de 800 metros.
Tudo o que eu conseguia ver era o nevoeiro — ela explicou em uma coletiva de imprensa. — Acho que, se tivesse visto a costa, eu teria chegado lá.                                     Dê uma boa olhada na costa que o espera. 
Não se deixe enganar pelo nevoeiro do contratempo. A Unha de chegada pode estar a apenas algumas braçadas. Talvez Deus esteja, nesse momento, levantando a mão para fazer um sinal para Gabriel pegar a trombeta.
Dê uma boa olhada na costa que o espera. Não se deixe enganar pelo nevoeiro do contratempo. A linha de chegada pode estar a apenas algumas braçadas.
Os anjos talvez estejam se reunindo, os santos se juntando, os demônios tremendo. Fique aí! Fique na água. Continue na competição. Transmita graça, mais uma vez. Seja generoso, mais uma vez. Dê mais uma aula, encoraje mais uma alma, dê mais uma braçada.Seja rápido para orar, procure um bom conselho e não desista. 




Então é isso .. Dê mais uma braçada! Olhe para a costa que o espera! Você pode estar a minutos da costa. Não é hora de desistir não é? :)

Com muito Amor, da Thais.
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13 março 2015

Esse livro conta a história de um professor de História que teve a oportunidade de alterar o rumo da sociedade. Ele era um colecionador de lágrimas, que teve a chance de se tornar um colecionador de esperanças. A história se desenvolve exatamente no âmbito da segunda Guerra Mundial. E nas palavras do Augusto Cury:

"Os livros de história têm uma dívida impagável com a realidade crua experimentada pelos atores que respiraram os fatos."





Esse trecho foi marcante pra mim:

" ... Ao olhar nos olhos abatidos das pessoas ao seu redor, alguns eram médicos, comerciantes, advogados, mães, pais, crianças, enfim, gente inocente, e sua fé se perturbava muitíssimo. Dizia para si:

-Porque meu Deus? Porque tanta violência?

No final de sua viagem começou a entrar no terreno do ateísmo, como não poucos dos que passaram por tais atrocidades. Indagava-se, num tom baixo:

-Onde está Deus? Deus não pode existir! Se existisse, não admitiria esta violência!

Um senhor idoso, de uns 70 anos, brilhante médico e que estava quase desfalecendo, ouviu suas palavras e o abalou com o que lhe disse:

-Se Deus não existir meu filho, os sociopatas que feriram a humanidade venceram.

-Porquê? - indagou Júlio Verne com lábios secos, destituído de fé.

-Para quem sofre grandes injustiças e dores insuportáveis, crer em Deus... torna-se o fenômeno mais lógico da mente humana, meu filho.

-Como assim? - indagou o professor, perplexo diante do homem quase desfalecido.

E, abalando um dos mais notáveis intelectuais do século XXI, o misterioso médico completou:

-Se Deus não existir, ninguém cobrará a crueldade dos sociopatas nem aliviará a dor dos feridos... Mas, se Ele existir, a alma é real e imortal, e a vida, por mais curta ou longa, tornar-se-á um pequeno texto... e a morte, por mais violenta que seja, se converterá apenas numa virgula.

-Uma vírgula?

-Sim! Pois o texto continuará a ser escrito na eternidade... Cedo ou tarde a justiça poderá ser feita. Hitler e seus asseclas serão punidos.

Ao dizer essas palavras, o idoso homem expirou. E parecia sorrir ao se despedir da vida. O professor, completamente atônito, tentou segurá-lo com suas mãos, mas não tinha forças. Algumas pessoas ajeitaram o corpo num canto do vagão.

Nada alimentou tanto a fé de Júlio Verne do que as palavras daquele homem. E ele as guardou como pérolas em seu espírito. Parecia um anjo que o retirara do inferno emocional. Mais uma vez o colecionador de lágrimas tornou-se um colecionador de Esperanças. Faltavam duas horas para chegar a Auschwitz, mas não foram as horas mais tristes. Tais palavras mexeram com o imaginário de Júlio Verne, que começou mais uma vez a sonhar com Kate. Pensou no filho que ela gestava, e fazia-lhe juras de amor. Talvez estivesse delirando, mas nada lhe foi tão agradável."

Pg. 140 - 142. 
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06 novembro 2014


Querido(a)s, hoje quero trazer pra vocês a resenha do livro "Não conte a ninguém" de Harlan Cobe. Foi o primeiro livro que li do autor, e gostei muito. A história é muito envolvente, e te surpreende em cada página!

Bom, devo fazer uma crítica logo de início. Apesar de ter amado o enredo da trama, teve um detalhe que me incomodou muito. Eu cheguei a parar de ler o livro, logo no início. Não gosto de livros que tenham qualquer menção ao homossexualismo. Me incomoda demais. É como querer me fazer engolir à força isso, como se fosse normal, cotidiano. Não é. É pecado, é errado e incomum. Afronta a Deus e seus princípios. A irmã do protagonista é lésbica. Casada com a melhor amiga dele. E elas tem um filho, por inseminação artificial :S Odeiei essa parte da história. Para mim, a maior falha do livro.

Fora isso, a história é bem interessante. O bom é que ele apenas menciona o fato, e não tem nenhuma cena delas juntas, ou algo assim. Elas sempre estão com Beck, procurando pistas. Não trata do "relacionamento" delas.

Bom, resumindo, é uma investigação policial. Um casal apaixonado que tem a história mais romântica. Se conhecem aos 7 anos de idade e começam a namorar aos 12. Se casam e são felizes. Após poucos anos dessa união, Elizabeth e Beck foram ao lago onde deram seu primeiro beijo, comemorar o aniversário de casamento. Lá, Beck foi atacado, e Elizabeth foi sequestrada. 7 dias depois seu corpo foi encontrado à beira de uma estrada, com a marca K em seu rosto - a marca de um serial Killer conhecido como Kill Roll. 
A história começa 8 anos depois desses acontecimentos, quando são encontrados dois corpos, no lugar da morte de Elizabeth, que levantam algumas suspeitas. Eles, aparentemente, estavam envolvidos no assassinato de Elizabeth. Só que Kill Roll não contava com ajudantes. Algumas pistas foram levantadas, e com elas, mais indícios de que Elizabeth não foi morta pelo serial killer. 

Na mesma época, Beck começou a receber emails anônimos, com informações que apenas Elizabeth conhecia. Muitas informações. Nunca compartilhadas com ninguém. Para ele isso significava apenas uma coisa: sua esposa estava viva. Mas ele é o único que acredita nisso. E mais, não pode contar a ninguém.

Com o levantamento da ideia de que Kill Roll não foi o assassino de Elizabeth, o FBI virou todas as suas suspeitas para Beck, que era o único a estar com ela no dia. E que recebera uma volumosa quantia do seguro de vida da esposa.

Em meio a tudo isso, Beck tem que se esquivar de uma máfia que o está perseguindo, ao mesmo tempo que descobre o verdadeiro assassino de Elizabeth, e procura respostas a respeito do paradeiro - ou morte - da esposa.

Um livro muito envolvente, e com bastante ação. Ótimo para quem está afim de adrenalina e suspense. É um daqueles livros que você mal consegue esperar acabar essa página pra ver o que tem na próxima.




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25 agosto 2014

Olá gente linda. Então, a resenha de hoje é sobre o livro "Um porto seguro" - Nicholas Sparks.

Nicholas Sparks é um autor incrivel, e escreveu as obras que mais me fizeram chorar na vida (Só pra constar - Um amor para recordar e A última música ♡). Como todo livro dele, é uma história triste. Acho legal isso dele querer fugir do comum, com os finais felizes de sempre, mas fazer isso em todos os livros já o torna previsível também. Ou seja, você sempre sabe que alguém vai morrer no livro (Só não vou contar quem ><). O que eu achei de diferente nesse livro é que normalmente os livros dele começam com uma história linda que termina triste. Aqui ele começou com uma história triste que termina linda. Acaba que sempre tem tristeza, mas gostei desse toque diferente.





A história do livro é sobre a Katie, uma jovem linda que se casou precipitadamente. O cara que parecia ser o marido perfeito, se tornou um psicopata. Ela sofria muito com espancamentos, ameaças de morte, mas para mim, o pior era o que ele fazia com a mente dela. O cara (Kevin) é um perfeito psicopata, completamente louco. Ele fazia com que ela acreditasse que ele só fazia isso com ela, porque ela merecia. Ela não fazia nada direito. Ela que o irritava, e não lhe sobrava escolha a não ser espancá-la para que pudesse aprender. E o mais terrível de tudo - ela não podia ao menos se dar ao direito de ficar chateada por ter levado a maior surra, tinha que sorrir, fingir que entende seus motivos e ainda ser uma ótima esposa, cumprindo com todos seus deveres conjugais. Gostei da maneira como o Nicholas Sparks abordou a situação. Bem realista, tanto os pensamentos dela quanto os dele. 

Então, chega o dia em que ela cansa de tudo isso e enxerga que não precisa passar por tudo isso. Ela decide fugir. Gostei de como ele aborda isso também. Muito bem elaborado, como infelizmente, precisa ser. Ela foge sem deixar nenhuma pista, apenas o Kevin louco da vida, jurando pela morte que ainda irá encontrá-la. Ela vai parar numa cidadezinha do interior, bem longe de sua antiga casa. Lá ela aluga um barraquinho super afastado da cidade, sem ninguém por perto. Qualquer proximidade com alguem pode representar perigo. A pessoa pode conhecer seu marido (que era um policial muito conhecido). Então, ela foge de todos, e tenta se guardar ao máximo. Bem interessante a forma como ele mostra o medo dela, de se aproximar dos outros, de viver.  

Apesar de todo o seu esforço, ela acaba conseguindo duas grandes amizades: Alex, um viúvo dono do mercadinho que ela faz compras, que tem dois filhos lindos e maravilhosos. E Jo, a vizinha que se muda para uma cabana (que ela nem sabia que existia) ao lado da sua. Ela foge muito inicialmente, mas Nicholas Sparks é ótimo em fazer transformar durante o livro sem que nem mesmo possamos perceber.

O pior porém, é que apesar de manter a amizade, ela precisa manter esse segredo sempre guardado. Ninguém pode descobrir. E o medo, ainda permanece constante em sua mente. Ela ainda se sente perseguida.

Vou parar por aqui, senão conto o livro todo rsrs.

Em suma é isso. É um livro lindo, com um desfecho bem legal. A única parte que achei ruim é porque o Alex é muito, muito perfeito. E o Nicholas Sparks sempre faz isso! Aí as meninas ficam andando por aí loucas para encontrar o Alex ou o Noah, quem sabe o Landon, ou até mesmo o Jhon por aí... Só que infelizmente, ninguém é perfeito assim, ok meninas? Acho que os autores deveriam ser um pouco mais realistas, para não criar tantas expectativas nas pobres e apaixonadas leitoras. Mas, talvez se fizessem isso não venderia tanto, não é? As pessoas gostam de ser iludidas. Enfim, eu compraria um livro mais realista sem pesar algum ♡



Mais uma dica: O filme também muito, muito, muito liindo! Maaaas, deixa muuuuito a desejar em relação ao livro! Se eles tivessem seguido a história do livro, acho que teria sido ainda muito mais bonito. Mas, como a história é muito perfeito, ficou legal ainda assim. Normalmente, quem assisti o filme antes ama de paixão. Quem lê o livro antes odeia, porque sabe que poderia ter sido bem melhor ♡ Então, a decisão é sua.

Pessoal, quero dicas. Diga pra gente sobre o que querem saber. Livros, filmes? Tutoriais? Palavras de edificação? Somos todos ouvidos 

Beijoooooos pra vocês :*


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10 janeiro 2014


Assistir um programa de entretenimento não era sua idéia de uma atividade de férias, porém seus filhos desejavam ir, então cedeu. Agora que está aqui, comece a desfrutar. A atividade frenética do estúdio é contagiosa. A música é alegre. O cenário é colorido. E os riscos são altos.

"Mais altos do que jamais foram!". O anfitrião do programa se  jacta. "Bem-vindos a 'Qual é seu preço?'". Está a ponto de perguntar a seu cônjuge se o cabelo do animador é natural quando ele anuncia o prêmio: "Dez milhões de dólares!".
O auditório não necessita que o estimulem; explodem num "É o jogo mais rico da história", disse com orgulho o animador. "Hoje alguém sairá daqui com um cheque no valor de dez milhões!".

— Não serei eu — você diz entre risos a sua filha mais velha —. Nunca tive sorte com os jogos de azar. — Shhh — sussurra ela, indicando o cenário —. Estão a ponto de tirar um nome.

Adivinha qual nome chamam. No instante que leva dizê-lo, você passa de expectador a jogador. Seus filhos berram, sua esposa grita e mil olhos observam como a jovem bonita o toma pela mão e o acompanha até o cenário.

"Abram a cortina!", ordena o animador. Você se vira e observa enquanto se separam as cortinas e então emite uma exclamação diante do que vê. Um carrinho de mão vermelho brilhante cheio de dinheiro... transbordando dinheiro. A mesma senhorita que o conduziu até o cenário agora empurra o carrinho de mão até onde você está e o estaciona a tua frente.

— Alguma vez você viu dez milhões de dólares? — pergunta o anfitrião de dentes perolados.

— Faz bastante tempo que não — responde. O auditório ri como se você fosse um cômico.

— Afunde as mãos — convida ele —. Em frente, mergulhe.

Olha para sua família. Um filho está com a boca aberta, um está orando e seu cônjuge o anima com os polegares para cima.

Como negar-se? Mergulha até a altura dos ombros e se levanta, aprisionando contra teu peito um monte de notas de cem.

— Pode ser seu. Tudo pode ser seu. A decisão é sua. A única pergunta que deverá responder é: "Qual é seu preço?".

Volta a ressoar o aplauso, toca a banda e você engole a saliva com força. Detrás de você se abre uma segunda cortina, que descobre uma enorme placa. "O que você está disposto a entregar?", está escrito na parte superior. O anfitrião explica as regras.

— O único que deve fazer é aceitar uma condição e receberá o

"Dez milhões de dólares!", sussurra para si mesmo.

Nem um milhão nem dois, mas dez milhões. Uma soma nada desprezível. Bonita poupança. Dez milhões de dólares dariam para muita coisa, verdade? Os custos de educação cobertos. Aposentadoria garantida. Abriria as portas de alguns carros ou de uma nova casa (ou várias). Poderia ser um grande benfeitor com tal soma. Ajudar alguns orfanatos. Alimentar algumas nações. Edificar algumas igrejas. De repente compreende: esta é uma oportunidade única na vida.

— Escolha. Só escolha uma opção e o dinheiro será seu.

Uma voz grave vinda de outro microfone começa a ler a lista:

"Ceda seus filhos em adoção".

"Prostitua-se por uma semana".

"Renuncie à sua cidadania".

"Abandone sua igreja".

"Abandone sua família".

"Mate um desconhecido".

"Realize uma mudança cirúrgica de sexo".

"Abandone sua esposa".

"Mude de raça".

— Essa é a lista — proclama o animador —. Agora, faça sua escolha.

Começam a tocar a música lema, o auditório está em silêncio e o seu pulso, acelerado. Deve tomar uma decisão. Ninguém pode ajudá-lo. Está sobre o cenário. A decisão é sua. Ninguém pode lhe dizer o que escolher. Porém há algo que posso lhe dizer. Posso lhe contar o que fariam os outros. Seus vizinhos já deram suas respostas. Numa enquete nacional formularam a mesma pergunta, e muitos disseram o que fariam. Sete por cento dos que responderam, assassinariam por essa quantidade de dinheiro. Seis por cento
mudaria sua raça. Quatro por cento mudaria seu sexo.

Se o dinheiro é a medida do coração, então esse estudo revelou que o dinheiro está no coração da maioria dos americanos. Em troca por dez milhões de dólares:

25% abandonaria sua esposa.

25% abandonaria sua igreja.

23% se prostituiria por uma semana.

16% cederia sua cidadania.

16% abandonaria seu cônjuge.

3% cederia seus filhos em adoção

Ainda mais revelador que o que os americanos fariam por dez milhões de dólares, é o fato de que a maioria faria algo. Dois terços dos interrogados cederiam a pelo menos uma, e alguns a várias, das opções. Em outras palavras, a maioria não abandonaria o cenário com as mãos vazias. Pagaria o preço necessário para ser o dono do carrinho de mão.

O que faria você? Melhor ainda, o que você está fazendo?

"Páre de sonhar, Max", diz você. "Nunca tive a oportunidade de ganhar dez milhões".

Talvez não, porém teve a oportunidade de ganhar mil ou cem ou dez. O montante pode não ter sido o mesmo, porém as opções sim o foram. O que faz com que a pergunta seja ainda mais inquietante. Alguns estão dispostos a abandonar a sua família, sua fé ou seus princípios morais por muito menos de dez milhões de dólares.

Jesus tinha uma palavra para isso: avareza.

Jesus também tinha uma definição para a avareza. Dizia que era a prática de medir a vida segundo as possessões.

A avareza equipara o valor de uma pessoa com sua carteira.

1) Você tem muito = você é muito.

2) Você tem pouco = você é pouco.

A conseqüência de semelhante filosofia é previsível. Se você é a soma do que tem, é necessário que seja o dono de tudo. Nenhum preço é demasiado elevado. Nenhum pagamento, demasiado caro.

Bem, existem muito poucos que seriam culpados de avareza declarada. Jesus sabia disso. É por isso que advertiu em contra de "toda avareza" (Lc 12:15). A avareza tem muitos rostos.

Quando vivíamos no Rio de Janeiro, Brasil, fui visitar um membro de nossa congregação. Tinha sido um forte líder na congregação, mas durante alguns domingos não o tínhamos visto nem sabíamos nada dele.

Alguns amigos me disseram que tinha herdado algum dinheiro e estava construindo uma casa. Me encontrei com ele no local da construção. Tinha herdado trezentos dólares. Com o dinheiro havia adquirido um minúsculo lote adjacente a um pântano contaminado. O pequeno terreno era do tamanho de uma garagem. Sobre o mesmo, estava construindo um cômodo.

Levou-me para realizar uma visita ao projeto... gastamos vinte segundos.

Nos sentamos na frente e conversamos. Disse-lhe que estávamos com saudade dele, que a igreja necessitava que voltasse. Ficou calado, depois virou e olhou sua casa. Quando voltou seu olhar para mim, seus olhos estavam umedecidos.

"Você tem razão, Max", confessou. "Acho que simplesmente me tornei demasiado avarento".

Vieram-me desejos de dizer: "Ávaro? Você está construindo uma joça num pântano e chama isso de avareza?" Porém não disse nada porque ele tinha razão. A avareza é relativa. A avareza não se define pelo que custam as coisas; mede-se pelo que custa para você.

Se qualquer coisa custa sua fé ou sua família, o preço é demasiado elevado.

Isso é o que Jesus destaca na parábola do investidor. Parece que o homem obteve um volumoso ganho inesperado de um investimento. A terra produziu uma colheita abundante. Encontrou-se com efetivo excedente e uma invejável pergunta:

"O que farei com meus lucros?"

Não leva muito tempo para decidir. Vai guardá-los. Achará a forma de armazená-los para poder viver a boa vida. Seu plano? Acumular. Sua meta? Beber, comer, divertir-se e descansar. Mudar-se para um clima tropical, jogar golfe, relaxar e repousar. De repente, o homem morre e se escuta outra voz. A voz de Deus. Deus não lhe diz nada agradável ao homem. Suas palavras iniciais são: "Insensato!".

Na terra, o homem era respeitado. O honraram com um belo funeral e um caixão de mogno. Trajes de flanela cinza enchem o auditório demonstrando sua admiração pelo sagaz homem de negócios. Mas na primeira fila está uma família que já começa brigar pelos bens deixados pelo pai. "Insensato!", declara Deus.

"Para quem será, então, o que preparaste para ti?" (Lucas 12:20)

O homem passou a vida construindo uma casa de cartas de baralho. Não viu a tormenta que se aproximava. E agora, o vento soprou.

A tormenta não foi a única coisa que não viu.

Nunca viu a Deus. Observe as primeiras palavras depois de seu grande ganho: "Que farei?" (Lc 12:17). Dirigiu-se ao lugar errado e formulou a pergunta errada. O que teria acontecido se tivesse ido a Deus para perguntar: "O que Tu desejas que eu faça?". O pecado deste homem não foi fazer planos para o futuro. Seu pecado foi que seus planos não incluíam a Deus.

Imagine se alguém o tratasse assim. Digamos que você contrata uma pessoa para cuidar de tua casa durante um fim de semana. Você lhe deixa as chaves, dinheiro e instruções. E então vai embora numa viagem.

Ao voltar, descobre que sua casa foi pintada de cor roxa. Foram mudados os segredos das fechaduras, então toca a campainha e o encarregado atende. Antes que possa dizer uma palavra, ele o acompanha para dentro enquanto proclama:

— Olhe como decorei minha casa!

A lareira foi substituída por uma cascata de água. Os carpetes foram substituídos por lajotas cor-de-rosa e retratos dele sobre veludo preto cobrem as paredes.

— Esta não é sua casa! — você declara —. É minha.

— Estas possessões não são suas — nos lembra Deus —. São minhas.

"Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR teu Deus, a terra e tudo o que nela há" (Deuteronômio 10:14, ACF).

A regra financeira de Deus de maior preponderância é: Nada te pertence. Somos administradores, não donos. Mordomos, não proprietários. Pessoal de manutenção, não chefes. Nosso dinheiro não é nosso; é dEle.

Este homem, porém, não levou isso em conta. Por favor, note-se que Jesus não criticou a riqueza desse homem. Criticou sua arrogância. As palavras do homem rico são indício de suas prioridades.

Farei isto:

Derrubarei...

Recolherei...

E direi à minha alma: tens em depósito muitos bens... (Lucas 12:18-19).

Certa vez, foi pedido a um estudante que definisse as palavras "eu" e "meu". Respondeu: "Pronomes agressivos". Este homem rico era agressivamente egocêntrico. Seu mundo estava centrado nele mesmo. Estava cego. Não via Deus. Não via os outros. Somente via seu "eu".

"Louco!", disse-lhe Deus, "esta noite te pedirão a tua alma" (Lucas 12:20, ACF).

Estranho, não é? Que este homem tivesse o sentido suficiente para obter riqueza, mas não para preparar-se para a eternidade. O que é ainda mais estranho é que cometemos o mesmo erro. Quero dizer, não é como se Deus mantivesse o futuro em segredo. Uma olhada a um cemitério deveria lembrar-nos que todos morrem. Uma visita a um funeral deveria convencer-nos; não levaremos nada.

Os carros fúnebres não carregam bagagens.

Os mortos não empurram carrinhos de mão carregados de dez milhões de dólares.

O programa de entretenimento era fictício, mas os fatos são verdadeiros. Você está sobre um cenário. Lhe foi entregue um prêmio. Os riscos são altos. Muito altos.

Qual é seu preço?





Retirado do livro "Quando Deus sussurra seu nome" do Max Lucado. Esse é o capitulo 9. Super indicado! Amei esse livro!!!
Palavras fortes, e sábias. Que Deus continue a falar com você, em Nome de Jesus!

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14 julho 2012


Oii meninas, tudo bem?

Então, hoje eu estive bem confusa sobre o que escrever... Estava um tanto triste, e achei que não conseguiria escrever nada de bom! Normalmente, quando estou triste, leio a bíblia, e se Deus não fala nada cmg através dela, procuro algum livro evangélico pra ler , ou uma pregação para escutar... Hoje, eu resolvi reler um livro incrível que mudou minha vida espiritual para sempre! É um livro simplesmente incrível, apesar da leitura ser um pouco cansativa. Por isso, caso você o leia, não desanime se cansar, é normal! Hsuahsuahsauh’ Bom, não existem palavras para Descrever, como Deus já falou comigo através desse livro – inclusive hoje!


Resolvi então, que poderia trazer um dos capítulos que mais me chamaram a atenção de todos... Graças a Deus é o começo do livro, que como é uma história é fácil de entender, sem ler o livro todo :D O post hoje É um pouco grande, mas posso garantir que vale a pena a leitura! Ah.. Recomendo que leiam o livro completo, é maravilhoso! Ele tem para download grátis na internet – o nome é “Em seus passos o que faria Jesus?” Bom, e vamos lá:





“O sermão havia chegado ao fim. O sr. Maxwell havia acabado de fechar a Bíblia, colocando no meio dela as folhas com o texto do sermão, e estava para se sentar, enquanto o quarteto se preparava para levantar-se e cantar a música de encerramento: “Tudo por Jesus, tudo por Jesus, todo o meu ser foi liberto do pecado...”. Nesse exato momento, toda a congregação espantou-se com a voz de um homem. Ela vinha da parte de trás do templo, de algum assento debaixo da galeria. Em seguida, a figura de um homem saiu da penumbra e veio caminhando pelo corredor central. Antes que a congregação atônita conseguisse sequer entender o que estava acontecendo, o homem já havia chegado ao espaço em frente ao púlpito. Então virou-se para as pessoas.

“Desde que entrei aqui estou pensando”, foram essas suas palavras ainda debaixo da galeria, e ele as repetiu, “se seria apropriado dizer algumas palavras no encerramento do culto. Não estou bêbado, não sou louco e sou completamente inofensivo, mas se eu morrer, como parece que vai acontecer dentro de poucos dias, quero ter a satisfação de pensar que disse o que precisava ser dito num lugar
como este, diante de um grande número de pessoas”.

O sr. Maxwell não se havia sentado ainda; continuava em pé, inclinado sobre o púlpito, olhando para aquele estranho lá embaixo. Era o mesmo homem que havia batido na sua porta na sexta-feira, o mesmo moço sujo e vestido com roupas surradas. E segurava seu chapéu desbotado com as duas mãos. Parecia ser um hábito. Não havia feito a barba, e os cabelos estavam despenteados e embaraçados.

Não dava para acreditar que alguém assim estivesse dentro do santuário, dirigindo a palavra à Primeira Igreja. Os membros conheciam e toleravam esse tipo de situação humana nas ruas, no comércio junto à estrada-de-ferro, circulando para cima e para baixo pela avenida, mas nem sequer podiam sonhar que um incidente assim pudesse acontecer tão perto deles. Não havia nada de ofensivo no jeito ou no tom de voz do rapaz. Ele não estava agitado e falou num volume baixo, mas marcante.

O sr. Maxwell, apesar de estar ali perplexo e sem palavras, sabia que de certa forma a atitude daquele moço fez que se lembrasse do que ele tinha visto uma vez durante o sono: um rapaz andando e falando. Ninguém no recinto fez menção de deter o rapaz nem de interrompê-lo. Talvez o choque inicial causado por sua aparição repentina houvesse se transformado em perplexidade sincera a respeito do que era melhor fazer naquele caso. Fosse o que fosse, ele prosseguiu como se não esperasse ser interrompido e sem se preocupar com aquele elemento estranho que havia introduzido no decoro do culto da Primeira Igreja.
Durante todo o tempo em que esteve falando, o pastor ficou debruçado sobre o púlpito, e a cada instante sua fisionomia ficava mais triste e pálida. Mas não mexeu um dedo sequer para interrompê-lo, e a congregação permaneceu sentada, golpeada por um silêncio de tirar o fôlego. Havia outro rosto, o da corista Rachel
Winslow, que olhava fixamente para baixo, na direção daquela figura malvestida com o chapéu desbotado. A fisionomia da moça era sempre impressionante. Mas debaixo da pressão de um incidente tão inusitado, ela tinha uma característica bem pessoal, como seseu rosto estivesse numa moldura em chamas.

“Eu não sou um mendigo como os outros, embora não conheça nenhum ensino de Jesus que torne um tipo de mendigo menos digno de salvação do que outro. Alguém conhece?” a pergunta foi feita com naturalidade, como se toda a congregação fosse uma pequena classe de estudo bíblico. Então fez uma pequena pausa e tossiu como se tivesse dor. E continuou: “Faz dez meses que perdi meu emprego. Sou impressor por profissão. As novas máquinas de linotipo são belos produtos da tecnologia, mas conheço seis homens que se suicidaram em um ano por causa dessas máquinas. É lógico que não estou culpando os jornais por comprarem essas máquinas. No entanto, o que se pode fazer? Só sei que nunca aprendi outro ofício; é tudo o que sei fazer. Perambulei por todo o país tentando achar alguma coisa. Há muita gente que se encontra nessa mesma situação. Não estou reclamando, estou? Só apresentando fatos.
Mas, sentado ali debaixo da galeria, eu estava pensando se o que vocês chamam de seguir Jesus é a mesma coisa que Jesus tinha em mente. O que ele quis dizer quando falou: ‘Segue-me!’? O pastor disse”, e nessa hora ele se virou e olhou para o púlpito, “que é necessário que o discípulo de Jesus siga seus passos, e acrescentou que os passos são ‘obediência, fé, amor e imitação’. Mas eu não o vi lhes dizer o que isso significa, principalmente o último passo. O que vocês, cristãos, querem dizer com seguir os passos de Jesus?
“Perambulei por toda esta cidade três dias tentando achar um emprego e durante esse tempo nunca recebi uma palavra de simpatia ou de conforto, com exceção do pastor de vocês, que disse que lamentava por mim e esperava que eu encontrasse emprego em algum lugar. Imagino que isso se deva à exploração que vocês sofrem dos profissionais da mendicância, e chega uma hora em que se perde o interesse por todos os mendigos. Não estou acusando ninguém, estou? Só apresentando fatos. É claro, eu compreendo que vocês não podem deixar seus afazeres e sair procurando emprego para alguém como eu. Não estou pedindo que façam isso; mas o que me intriga é: o que significa seguir Jesus? O que vocês querem dizer quando cantam. ‘Aonde quer que seja com Jesus irei, com Jesus irei’? Vocês estão dizendo que sofrem, negando-se a si mesmos e tentando salvar a humanidade perdida e sofrida, à semelhança do que Jesus fez? O que vocês querem dizer com isso?

Eu enxergo muita coisa da realidade nua e crua. Sei que nesta cidade há mais de quinhentos homens na mesma situação que a minha. A maioria deles tem família. Minha mulher morreu faz quatro meses. Acho bom que ela esteja livre disso tudo. Minha filhinha está com a família de um impressor até que eu encontre um trabalho. Fico intrigado quando vejo tantos cristãos vivendo no luxo e cantando ‘Jesus, tomei minha cruz, deixei todo o resto p’ra te seguir’, e lembro-me de como minha mulher morreu num cortiço na cidade de Nova York, tentando de desesperadamente respirar e pedindo a Deus que também levasse sua menina. É claro que não espero que vocês impeçam que todos morram de fome, de  desnutrição ou de falta de ar num cortiço, mas o que significa seguir Jesus? Sei que os cristãos são proprietários de um bom número de cortiços. Um membro de igreja era o dono do cortiço onde minha esposa morreu, e eu fiquei me perguntando se seguir Jesus por onde quer que seja era uma declaração verídica no caso dele.

“Outra noite, ouvi umas pessoas cantando numa reunião de oração de uma igreja: ‘Tudo por Jesus, tudo por Jesus, todo o meu ser foi liberto do pecado, tudo o que penso, tudo o que faço, todos os meus dias, todas as minhas horas’, e fiquei imaginando, sentado nos degraus do lado de fora, o que queriam dizer com essas palavras. Parece-me que existe uma quantidade medonha de problemas no mundo, problemas que não existiriam se as pessoas que cantam essas músicas também as colocassem em prática. Acho que não consigo entender. Mas o que faria Jesus? É isso o que vocês querem dizer quando falam em seguir seus passos?

“Às vezes tenho a impressão de que as pessoas nas igrejas grandes têm boas roupas e moram em casas bonitas, têm dinheiro para gastar com coisas supérfluas, podem sair de férias no verão etc., ao passo que as pessoas que estão fora das igrejas, e estou falando de milhares de pessoas, morrem em cortiços, andam pelas ruas procurando emprego, jamais terão um piano ou um quadro na parede de casa e envelhecem no meio da miséria, do álcool e do pecado.”

De repente, atordoado, o moço bambeou o corpo em direção à mesa da ceia e apoiou-se sobre ela com a mão suja. Seu chapéu caiu sobre o carpete a seus pés. As pessoas ficaram tomadas por uma comoção geral. O dr. West levantou-se um pouco do banco, mas assim mesmo o silêncio não foi quebrado por nenhuma voz nem movimento perceptível na platéia. O moço passou a outra mão sobre os olhos e, então, sem que se esperasse, desabou por terra com o rosto no chão, de frente para o corredor. Henry Maxwell então falou: “O culto está encerrado”.

E aí gostaram? To apaixonada por esse livro >.<
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Thais Ferreira. 19 anos. Casada. Evangélica. Estudante de Direito. Meiga. Leitora. Adora romances. Esquece do mundo quando está lendo. Aprendendo a mexer na cozinha. Jesus Freak.

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